Estudantes levam à Câmara cartazes com Jair Bolsonaro (PP-RJ) vestido de Hitler

quinta-feira, 7 de abril de 2011 · 0 comentários

Manifestantes ligados à União Nacional dos Estudantes (UNE), a movimentos indígenas, negros e religiosos fizeram nesta quarta-feira (6) um protesto na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, comparando o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao ditador nazista Adolf Hitler.

O parlamentar está envolvido no meio de polêmicas sobre opiniões consideradas racistas e homofóbicas e já afirmou, por exemplo, estar "se lixando" para o movimento gay.

Na última semana, durante o programa CQC, da TV Bandeirantes, em resposta à cantora Preta Gil, que perguntou ao deputado o que ele faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro respondeu: "Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu". No entanto, o deputado já afirmou que entendeu errado a pergunta e que não é racista.

No protesto desta quarta-feira, acompanhado pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, os manifestantes traziam cartazes em que Jair Bolsonaro aparece travestido de Hitler, além de palavras de ordem contra a homofobia e o racismo.

"A sociedade brasileira não aceita que um representante eleito por vias democráticas pratique crimes e incite o preconceito e reforce a opressão. Pressionaremos os congressistas pelo aprofundamento do processo de investigação por quebra de decoro parlamentar que já está em andamento na Câmara", afirma nota dos manifestantes.

"Qualquer caso meu vai parar na corregedoria. Grupos homossexuais me detestam, o PSOL, radical de esquerda ideológica, me detesta. Não é novidade. Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Eu estou dentro do Congresso para lutar", disse Jair Bolsonaro em meio à polêmica.

Notificação

O parlamentar responde a diversas representações na Câmara dos Deputados por conta das suas declarações.

A Corregedoria da Câmara dos Deputados notificou nesta quarta-feira o deputado Jair Bolsonaro para que ele apresente defesa contra as quatro representações de que é alvo.

Após a manifestação do parlamentar, que deve ver reunidas em um único processo todas as representações apresentadas contra ele, o corregedor da Casa, Eduardo da Fonte (PP-PE), irá preparar um parecer sobre o caso para a Mesa Diretora, que terá, por sua vez, a prerrogativa de decidir se encaminha ou não o caso ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O colegiado poderá então decidir sobre uma eventual cassação do mandato de Bolsonaro.


Leia mais:

Veja aqui o vídeo de Bolsonaro no CQC
-Petição Proteja o Brasil do Bolsonaro tem 77 mil adesões na web
-Karla Trinade apresenta moção de repúdio a Jair Bolsonaro
-Bahia lidera ranking nacional de assassinato de homossexuais
-Corregedoria não consegue achar Bolsonaro para notificá-lo

Fonte:Terra

“O Dia que durou 21 anos” estréia na TV Brasil

terça-feira, 5 de abril de 2011 · 0 comentários

Série de 3 episódios revela imagens e depoimentos
históricos sobre o Golpe de 64

Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da nova série “O Dia que durou 21 anos*”, que a TV Brasil exibe nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22 h.

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

O mundo vivia a Guerra Fria quando os Estados Unidos começaram a arquitetar o golpe para derrubar o governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia de remover Jango, apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.

A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril. Castelo era chefe do Estado Maior do Exército de Jango.

O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan Cavalcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.

Do Brasil, duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as ações de Goulart e apoiar Castelo Branco: o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e o general Vernon Walters, adido militar e que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.

Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz, que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, conclui: “A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar uma Casa”.

Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As conseqüências deste período da ditadura, seus meandros políticos e ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos, violação de direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período dramático da história.

O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tavares, ele explora suas vivências e lembranças. E mais: abre uma nova oportunidade de reflexão sobre o passado.



*O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.




Fonte: TV Brasil

Comunicado sobre a Missa de 7º dia da Senhora Syneide Moura da Silva

segunda-feira, 4 de abril de 2011 · 0 comentários


S
audações a todos e a todas,

Comunicamos através desta o local e horário onde será realizada a Missa de 7º dia da Senhora Syneide Moura da Silva (mãe do camarada Luciano Moura).

Data: terça-feira, 05/04 (amanhã)
Local: Igreja de Nossa Senhora dos Remédios
(Estrada dos Remédios, nº 1603 – Afogados - Recife)
Horário: 19h


Mais informações: PCdoB-Olinda – 3439-3737

Reunião de Quadros

Agenda 65

Qual a sua avaliação sobre esses anos de gestão do PCdoB em Olinda?

Siga-nos Camaradas!

EXPEDIENTE

Sec.de Comunicação
Amanda Trindade
Textos
Núcleo de Jornalismo
Foto/Vídeo
Léo Lima/Comunicação
Webdesigner
Wellington Santos (HipHop)
Designer
Claudino Júnior

Melhor vizualização do blog

Firefox