PCdoB é o quarto partido em votação para o Senado

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 · 1 comentários

O ano de 2010 foi o de maior investimento do PCdoB em candidaturas ao Senado. E mesmo o partido tendo elegido apenas uma senadora do total de nove nomes que lançou, o cenário é bastante promissor para os comunistas. Levantamento feito pela Secretaria Nacional de Organização do partido, com base nos dados do TSE mostra que a sigla foi a quarta mais bem votada para o Senado, passando à frente de partidos bem maiores, como o DEM, PP e PTB e ficando atrás apenas de PT, PSDB e PMDB.

O PCdoB acumulou 12.561.716 votos, o que corresponde a 7,37% do total nacional. O PT teve mais de 39,4 milhões (23,12%); o PSDB, 30 milhões (18,13%) e o PMDB, 23,9 milhões (14,08%). Abaixo do partido, o DEM teve 1,2 milhões (6%), o PP, 9,1 milhões (5,38%) e o PTB 7,9 milhões (4,69%) (veja quadro completo no final da matéria).

Ainda que a maioria dos candidatos do partido não tenha atingido voto suficiente para ocupar uma cadeira, os resultados projetam lideranças proeminentes que podem, em breve, ocupar posições-chave em seus estados ou mesmo em nível nacional. Dentre os nomes lançados pelo partido, Vanessa Grazziotin, no Amazonas, conquistou a segunda vaga ao Senado, depois de uma disputa acirrada com o conservador tucano Artur Virgílio. Ela atingiu 22,89% do total, o que corresponde a 672.920 votos.



Leia a matéria completa aqui.

Coligação lança manifesto para combater guerra suja contra Dilma

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, anunciou nesta quinta-feira (7) que a coligação de apoio à candidatura da ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, lançará uma espécie de manifesto para combater o que os aliados dilmistas classificam como "guerra suja" por parte de adversários e do candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra.

"Esse manifesto faz uma análise do primeiro turno e contém uma avaliação de como deve ser a discussão do segundo turno, que vai balizar a ação política da militância dos partidos que apoiam Dilma", disse Dutra, após reunião da Executiva do PT, em Brasília.

"Temos uma proposta que vamos apresentar a todos os partidos que é um manifesto chamando a militância para neste segundo turno vencer as eleições, para evitar e repelir esta verdadeira guerra suja que está sendo feita por alguns setores, tentando inclusive colocar temas religiosos como centro de uma disputa eleitoral. Nós achamos isso muito ruim para o Brasil, até porque o Brasil é um Pais que se caracteriza pela tolerância, que se caracteriza pela pluralidade", afirmou.

A primeira versão do documento salienta esta questão. E diz que "é importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e nos campos a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios".

No documento, além de combater os ataques moralistas contra Dilma, os partidos trarão uma comparação entre os dois projetos de governo, modelos de desenvolvimento das gestões Lula e Fernando Henrique Cardoso e apontarão questionamentos sobre as privatizações dos anos 90, a dependência de programas do Fundo Monetário Internacional e sobre o marco regulatório do pré-sal, que mudou o sistema de concessão para o sistema de partilha de produção de campos de petróleo.

"Vamos continuar querendo fazer uma campanha de debate de idéias, de projetos. Todas as vezes que nos sentirmos caluniados, atacados, todas as vezes que detectarmos prática de crimes vamos recorrer aos órgãos competentes", disse José Eduardo Dutra.

Para Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, esse tipo de iniciativa vem em boa hora. "É um texto que ajuda a salientar o aspecto programático da candidatura e ajuda a distinguir o projeto de Dilma, que representa a continuidade com avanços, e o projeto de Serra, que representa uma volta ao passado neoliberal", afirma.

O dirigente comunista também ressalta que o documento fornece à militância argumentos para combater o jogo sujo que a campanha adversária está fazendo. "Ele (o manifesto) nos ajuda a enfrentar com base em argumentos a campanha suja promovida pelo adversário da direita", diz Rabelo.


Leia o manifesto da Coligação Para o Brasil Seguir Mudando.


Reunião com aliados mostra força política da candidatura de Dilma

terça-feira, 5 de outubro de 2010 · 0 comentários

O PT e os partidos aliados, além de governadores, senadores e deputados reeleitos reuniram-se em Brasília nesta segunda-feira (04) e discutiram como será a atuação nos estados até 31 de outubro, data do segundo turno das eleições. A reunião mostrou a força política de Dilma e animou os participantes a recomeçar com fôlego redobrado a campanha presidencial.

Muitas avaliações foram apresentadas para explicar o bom desempenho da candidata do partido verde, Marina Silva, que acabou levando a eleição para o segundo turno. Para o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro, reeleito por Pernambuco, a comparação entre o governo tucano e o de Lula deve ser aprofundada. "Se eles não tiraram FHC do armário nós vamos abrir a porta do armário. Temos que ir para o confronto entre os dois governos", defendeu.


Dilma destaca proximidades com Marina

Durante a primeira entrevista coletiva após a realização do primeiro turno das eleições, a candidata petista Dilma Rousseff reconheceu que a votação de Marina foi o principal fator que provocou o segundo turno. Dilma disse que ligou para a candidata do PV para parabenizá-la pela disputa e campanha qualificada. "Marina faturou e tirou (votos) do meu adversário", afirmou.

Sobre o apoio de Marina nesta nova fase da campanha, Dilma afirmou que existem mais proximidades do que diferenças entre as duas, mas que a decisão é de “foro íntimo” da candidata verde e ainda não pediu apoio a ela. "Nao acho adequado especular sobre o que alguém vai fazer. Hoje liguei para cumprimenta-lá. Em um segundo momento vamos conversar", afirmou Dilma.

A decisão oficial do PV sobre o apoio só será conhecida após uma convenção partidária que deve ser realizada em 15 dias, no máximo. O estatuto da legenda prevê a possibilidade de que aqueles que forem minoria na convenção se manifestem de maneira contrária ao que foi decidido, respeitando a posição majoritária, não sofrendo nenhum tipo de sanção por conta dessa postura.

Isso deixa aberta a possibilidade de que o posicionamento adotado por Marina seja diferente daquela tomado pela maioria. "Eu prefiro fazer uma manifestação partidária", afirmou ela, em referência à postura de Fernando Gabeira (PV), que declarou nesta quinta apoio à candidatura de José Serra. Marina disse que a decisão de Gabeira é uma postura individual do deputado.



Leia aqui a matéria completa e acompanhe a campanha de Dilma pelo Twitter.

Veja o vídeo do encontro aqui.

PCdoB sai das urnas com saldo positivo e lideranças prestigiadas

segunda-feira, 4 de outubro de 2010 · 0 comentários

O PCdoB fecha as eleições deste ano com o saldo de uma senadora, 15 deputados federais e 18deputados estaduais. “É um resultado bastante positivo, ainda que não tenhamos alcançado nosso objetivo pleno”, diz o presidente do PCdoB, Renato Rabelo.

A avaliação de Renato Rabelo parte da comparação com os dados de 2006, mas também com o cenário absoluto de 2010. Naquele ano, o partido elegeu 13 deputados federais e 12 estaduais; agora são, respectivamente, 15 e 18. Ao Senado, o partido havia elegido Inácio Arruda (CE) e agora, consagrou Vanessa Grazziotin a primeira senadora do Amazonas, desbancando o conservador Artur Virgílio (PSDB).

No Rio Grande do Sul, tivemos a deputada mais votada da história do estado, Manuela D’Ávila, e elegemos um operário deputado federal, Assis Melo. Também elegemos com votação muito expressiva a vice-presidente do PCdoB, Luciana Santos, deputada federal em Pernambuco. Na Bahia, fizemos três federais e no Ceará, dois. Além disso, a gaúcha Abgail Pereira ficou em quarto lugar para senadora, com mais de 1,5 milhão de votos, e João Ghizoni teve 9% para o mesmo cargo em Santa Catarina. Estes são apenas alguns dos resultados que mostram que tivemos vitórias importantes”, explica Renato.

Apesar destes dados, o presidente do PCdoB reconhece que houve perdas. “Tivemos reveses, como no Rio de Janeiro, em que esperávamos eleger dois federais e elegemos uma, Jandira Feghali, deixando de fazer o segundo por pouca diferença. Em São Paulo, Netinho não foi eleito senador, mas por uma diferença de apenas 1,4% e enfrentou a grande máquina tucana, além de uma campanha difamatória. No Maranhão, Flávio Dino deixou de ir para o segundo turno por menos de 4 mil votos, enfrentando uma candidata forte. Chegar aonde eles chegaram foi muito positivo”. Renato Rabelo completa dizendo: “fomos capazes de lançar lideranças que mostraram sua força e que são alternativas reais em seus estados”.

Segundo Renato, além de outros motivos que devem ser levados em conta na hora de avaliar os resultados, é preciso considerar que “a campanha de Dilma Rousseff refluiu nos últimos dias e isso se reflete no conjunto das candidaturas, inclusive nas nossas”.

Ainda baseado em dados preliminares, Rabelo arrisca dizer que, do ponto de vista da esquerda, o saldo parlamentar foi positivo. “Acho que a bancada de esquerda, progressista, cresceu e a direita teve perdas consideráveis como a não eleição de Artur Virgílio (AM), Marco Maciel (PE) e Tarso Jereissati (CE), entre outros”.


Por: Priscila Lobregatte

Luciana: garra e espírito de luta na Câmara Federal

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Eleita com 105.253 votos, Luciana Santos é a mais nova representante do PCdoB - Partido Comunista do Brasil na Câmara Federal. Vice-presidente nacional do partido, ex-prefeita de Olinda, eleita duas vezes, e ex-secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, ela será a primeira mulher comunista de Pernambuco a ocupar assento no Congresso Nacional.

Luciana integra uma lista de 25 deputados federais que vão representar o Estado no Parlamento nacional, sendo juntamente com a deputada Ana Arraes as únicas mulheres na bancada pernambucana, majoritariamente masculina.

Para a Câmara Federal, Luciana leva sua garra e seu espírito de luta, que se manifestaram desde sua juventude quando integrou o movimento estudantil universitário. Em 1985, foi eleita presidente do Diretório Acadêmico (DA) que representava os estudantes de Engenharia e de Computação da Universidade federal de Pernambuco. Integrou ainda o Diretório Central dos Estudantes da UFPE.

Em 1989, foi eleita vice-presidente regional e nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE). Nesse período, teve atuação destacada na luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade e participou da campanha pelas Diretas e do Movimento Fora Collor.

Foi deputada estadual em duas legislaturas, de 1996 a 1988 e de 1999 a 2000 quando foi eleita prefeita de Olinda, que governo por oito anos. Na tribuna da Assembléia Legislativa de Pernambuco, foi porta-voz dos interesses do povo brasileiro ao defender a Vale do Rio Doce, a Petrobras, as universidades, as mulheres e os cidadãos. Presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania. Foi indicada duas vezes como a deputada que apresentou mais projetos de lei.


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