Educação desafio estratégico de nação soberana e progressista quando voltada para emancipação dos indivíduos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009 · 0 comentários

Por Alexandre Alves
Colunista

“A emancipação dos indivíduos, sua libertação das condições opressoras só poderia se dá quando tal emancipação alcançar todos os níveis, e entre eles, o da consciência. Somente a educação, a ciência e a extensão do conhecimento, o desenvolvimento da razão, pode conseguir tal objetivo.” (Marx, Engels, texto sobre educação e ensino por François Maspero,1976,p.36).

A globalização econômica, cultural, a evolução dos avanços técnicos e científicos são fatores que se impõe sobre as sociedades Estados. O século XXI, é uma era de um grau de complexidade e contradição superior a “Era dos Extremos – o breve século XX” título do livro Hobsbawm.

A educação é parte de um processo permanente de investigação e análise contextual de compromisso do Estado que responda aos desafios concernentes com a verdade cientifica em desenvolvimento dialético. Em uma sociedade capitalista, cultivada pelo individualismo, pela competição, onde predomina o preconceito e a exclusão social, a educação deve ser o contra ponto de virada de construção de uma nova cultura e de um novo saber. Que permita aos homens e mulheres, a juventude uma capacidade de ler o mundo e interagir sobre ele forma consciente e avançada.

A educação é um direito e não um privilégio, a formação da cidadania é uma obrigação do Estado. As multiplicidades culturais, religiosas, de raças, econômicas, etc., não podem e nem deve ser objetos de interferência seletiva da aprendizagem. Essa pratica é uma cortina de nuvem promovida pela estruturas do Estado na tentativa de esconder a luta de classes, isto é, a manutenção de dominação e decisão nas mãos da burguesia alicerçada pelos instrumentos institucionais conservadores.

“A educação institucionalizada, especialmente nos últimos 150 anos, serviu – no seu todo – ao propósito de não só fornecer os conhecimentos e o pessoal necessário a maquina produtiva em expansão do sistema do capital, como também gerar e transmitir um quadro de valores que legitima os interesses dominantes, como se não pudesse haver nenhuma alternativa à gestão da sociedade, seja na forma “internalizada” ou através de uma dominação estrutural e uma subordinação hierárquica e implacavelmente imposta. ”(Mészaros,2005,p.35)

A ciência assim como a educação não é neutra, ambas tem vínculo com status de hegemonia do Estado, então a expectativa transformadora passa necessariamente pela construção do conhecimento não de propósito erudito ou intelectual e sim transformador.

O Partido Comunista do Brasil precisa pautar com mais força, precisa ser o carro chefe nas questões do professor na sua formação, na sua capacitação e na sua dignidade de sobrevivência e desenvolvimento intencionalmente atacada.


Alexandre Alves, é membro do comitê municipal de Olinda-PE

O Núcleo da UBM-Olinda divulga nota enviada pela UBM Nacional sobre o caso Geisy da UNIBAN

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Abaixo, nota da União Brasileira de Mulheres em São Paulo;

Geisy merece respeito!
A Uniban não pode ser um tribunal da Inquisição!

Uma cena digna de um filme de horror aconteceu na Uniban de São Bernardo do Campo. A aluna Geisy Arruda, de 20 anos, foi hostilizada e perseguida por cerca de 700 alunos nesta mesma universidade por usar um vestido considerado curto por uma turma que se achou no direito de xingar, tocar, fotografar e filmar em nome da “moral e dos bons costumes. A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta.

Os 700 alunos da Uniban expressaram publicamente sua concepção machista de que as mulheres não têm desejo próprio nem podem se destacar na multidão. Por isso se propunham a puni-la com o estupro para colocá-la “em seu lugar” e lembrar que sexo, para as mulheres, como diziam os pensadores medievais, deve ser um sofrimento imposto e nunca uma iniciativa ou um prazer. O horrível espetáculo lembrava a queima de bruxas e a inquisição na idade Média.

O mais chocante, no entanto, foi à atitude da Uniban, que se diz uma Universidade, um centro de educação: expulsou a vítima considerando-a culpada por ter “provocado” os colegas, o que, segundo ela, resultou “numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar”. Mais uma vez, como no tempo dos assassinatos em “legítima defesa da honra”, a vítima é transformada em culpada, colocada no banco dos réus e exposta à execração pública. Que concepção educacional a Unibam pretende defender?

Que poder é esse que as instituições e os homens têm sobre o corpo das mulheres? Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Isto acontece porque a organização social de gênero no Brasil e no mundo atribui aos homens prerrogativas que lhes permitem ditar normas de conduta para as mulheres, assim como julgar a correção do cumprimento de suas ordens.

A União Brasileira de Mulheres – UBM vem a público protestar contra a expulsão da estudante Geisy Arruda, exige a punição dos culpados e a reintegração da aluna aos quadros da Uniban.

São Paulo, 09 de novembro de 2009
União Brasileira de Mulheres

Luciana: "a alegria vem da esperança de que esse mundo tem jeito"

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Nordestina, 43 anos e dona de um carisma famoso em todo o Brasil, Luciana Santos foi eleita vice-presidente do PCdoB na reunião do Comitê Central (CC) do partido realizada imediatamente após a eleição de seus membros, neste domingo (8/11).

Na entrevista reproduzida abaixo, Luciana fala sobre os desafios do PCdoB, sobre Ciência e Tecnologia, sobre a experiência institucional do partido e também sobre a importância da cultura para o desenvolvimento do país.


Leia a entrevista completa aqui
Fonte: Vermelho.org

O Partido e os Movimentos Sociais

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O PCdoB consagrou as três linhas de atuação na construção do Socialismo: a esfera eleitoral-institucional, movimento dos trabalhadores e movimentos sociais. Este último envolveu uma vasta rede de iniciativas através de recortes na sociedade, como juventude, negro e mulheres, cada um com suas especificidades.

Em Olinda, o desafio para tornar um Partido de massas passa pelo apoio aos movimentos sociais, através do debate político e orientado pelos ideiais socialistas, pontua Sérgio Orobó, secretário de movimentos sociais do PCdoB da cidade. Para ele, através da mobilização popular e de uma profunda rediscussão em torno de um projeto de desenvolvimento para o país, poderemos eliminar o fisiologismo e as entidades “cartoriais”, fundadas sem apoio popular, nem eleições periódicas.

Assim, pensar de forma estratégica as ações dos movimentos sociais irá definir o percurso vitorioso tanto da ação pontual, como irá dar sustentação a acumulação de forças do Partido. Segundo Sergio, há no município um espaço a ser ocupado pelo Partido nas associações e entidades. “Os conselhos municipais da Saúde, Educação, Mulher, Juventude, Criança e Adolescente são ambientes que precisam ser mais articulados para que possam levantar as bandeiras populares na defesa da população”, sentencia Orobó.

Há na cidade de Olinda cerca de 125 associações de moradores e conselhos reunidos através da UNACOMO (União das Associação e Conselhos de Moradores de Olinda), fundada em 1988, com intuito de dar maior respaldo as lutas vivenciadas pelas entidades a frente dos governos. Outro importante instrumento de mobilização social é o Orçamento Participativo da cidade, que é um centro decisório para influenciar diretamente o conteúdo dos investimentos públicos, tornando-se um elemento que distribuirá e realizará geração de renda simultaneamente à socialização da política. “Esses espaços qualificam o debate político e transformam o cidadão num agente em permanente construção de uma democracia popular e participativa”, finaliza Sérgio.


Luiz Sérgio Campos (Sérgio Orobó), é membro do comitê municipal de Olinda.

Reunião de Quadros

Agenda 65

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